Dia do atleta paralímpico: Projeto João do Pulo transforma vidas por meio do esporte

Dia do atleta paralímpico: Projeto João do Pulo transforma vidas por meio do esporte

Enfrentar suas limitações, vencer desafios por meio do esporte, ultrapassar limites nunca imaginados. Essas são algumas características dos atletas paralímpicos. Na data de hoje, prestigiam-se os homens e mulheres talentosos que superam suas dificuldades em competições esportivas. O Ministério da Defesa, por meio do Projeto João do Pulo (PJP), incentiva pessoas com deficiência a melhorar sua qualidade de vida pela prática desportiva. O nome é uma homenagem ao desportista militar João Carlos de Oliveira, recordista em salto triplo e medalhista olímpico, que teve sua carreira encerrada após uma amputação na perna direita.

Criado em 2015, o projeto é coordenado pelo Departamento de Desporto Militar (DDM) e desenvolvido nas Organizações Militares (OM) das Forças Armadas. No início, o PJP era voltado somente para militares, com o objetivo de reintegração social daqueles que adquiriram deficiência física em consequência de acidentes ou enfermidades. Em 2019 o projeto expandiu para receber pessoas da sociedade civil, por meio de parcerias com o Ministério da Cidadania, do Ministério da Educação e do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos e com organizações, como a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) e a Associação Vencedores Adaptados (AVA). É integrado ao Programa Forças no Esporte (PROFESP), que oferece atividades esportivas, educacionais e de lazer a crianças e jovens no contra turno escolar.

O PJP atende pessoas com deficiência a partir dos seis anos de idade, preferencialmente em vulnerabilidade social e, prioritariamente, crianças e jovens. Ainda não possui integrantes de equipes que já participaram de alguma edição das paraolimpíadas, porém, um de seus objetivos é, justamente, identificar talentos para o esporte paralímpico nacional, e nada como um exemplo para incentivá-los.

É o caso do militar reformado, Claudemir do Nascimento Santos, que foi professor de atletismo adaptado no Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (CEFAN), no Rio de Janeiro. Hoje é consultor estratégico e coordenador das atividades, além de entusiasta do projeto. “Vejo o Projeto João do Pulo, como uma excelente oportunidade para pessoas com deficiência terem acesso a um acolhimento adequado ao seu tipo de deficiência”, ressalta.

Claudemir possui amputação da mão esquerda e é o primeiro e único militar das Forças Armadas a integrar o Hall da Fama da Comissão Desportiva Militar do Brasil – CDMB, honraria concedida aos atletas militares que conquistam medalhas em Jogos Olímpicos ou Paralímpicos. Para o atleta, o atendimento do PJP vai além da inclusão, buscando, também, o restabelecimento biopsicossocial e o desenvolvimento adequado à sua individualidade biológica e à especificidade do seu tipo de deficiência.

As atividades são realizadas em núcleos implantados nas Organizações Militares, onde são oferecidas diversas modalidades desportivas como: atletismo, judô, canoagem, tiro com arco, esgrima em cadeira de rodas. São três tipos de polos de execução ou núcleos, quais sejam: Núcleos de Atividades Socioinclusivas, de Atividades Paradesportivas e de Atividades de Equoterapia (tipo de terapia com cavalos, que busca o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiências).

O Diretor do DDM do Ministério da Defesa, Major-Brigadeiro do Ar, José Isaias Augusto de Carvalho Neto, diz que as práticas esportivas educacionais estimulam a melhoria da capacidade física e habilidades motoras dos participantes do projeto. “As atividades resultam na melhora da qualidade de vida e possibilitam a inclusão social, diminuindo a exposição aos riscos sociais”, afirma.

O Gerente Nacional do PJP, Coronel Roberto de Moraes Tavares, informa que, atualmente, são atendidas 348 pessoas com deficiência em todo o território nacional. “Nós temos a firme crença de que a deficiência não habita o corpo físico, e sim a consciência. Nós buscamos resgatar a dignidade humana da pessoa com deficiência. E estamos conseguindo”, comemora o Coronel.

Por Mariana Alvarenga

(MD ASCOM/FM)

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