Ministério da Defesa — 31 de janeiro de 2018 2:23 pm

Seminário discute o uso do radar orbital para proteção da Amazônia

O General César Augusto Nardi explicou que o centro reunirá as expertises das três Forças Singulares

O Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), órgão vinculado ao Ministério da Defesa (MD), realizou nos dias 18 e 19 de setembro, no auditório da Polícia Rodoviária Federal, o 2º Seminário de Monitoramento Integrado com Radar Orbital 2017. O objetivo do evento é divulgar os resultados do Projeto Amazônia SAR, além de discutir a produção científica sobre sensoriamento remoto operada na faixa de microondas (radar) no Brasil e o mundo.
Na abertura do seminário, o diretor geral do Censipam, Rogério Guedes Soares, ressaltou que o encontro técnico-científico visa apresentar o estado da arte do radar orbital e suas aplicações. “Esta iniciativa tem por objetivo informar o andamento da implantação do Sistema Integrado de Monitoramento e Alerta de Desmatamento (SipamSAR), no âmbito do Projeto Amazônia SAR”, afirmou o diretor. O Seminário conta com a participação de 250 profissionais, entre estudantes, pesquisadores e gestores, em torno do tema relacionado ao uso e aplicação da tecnologia radar.
O Projeto Amazônia SAR, elaborado pelo Censipam e em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais e Renováveis (Ibama), é um sistema de detecção de desmatamento na Amazônia com uso de imagens de radar orbital. A tecnologia permite observar a terra mesmo com a constante barreira de nuvens.
O foco do projeto é coibir o desmatamento ilegal, identificando ilícitos e enviando informações para o Ibama montar operações de fiscalização, além de enviar informações ao Inpe para compor os dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter).
Presente ao evento, o presidente da Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais do MD, brigadeiro Luiz Fernando de Aguiar, disse que um grupo trabalhou arduamente para elaborar um anteprojeto de lei no sentido de uma maior governança para o Programa Espacial Brasileiro. “Focado emprego dual (civil e militar) para que todos os ministérios possam tirar proveito dessas ferramentas indispensáveis para o nosso dia a dia, incluindo o aspecto de defesa”, ressaltou o brigadeiro Aguiar.
Para o secretário de Mudança do Clima e Florestas, do Ministério do Meio Ambiente, Everton Frask Lucero, a interseção de políticas públicas para o combate ao desmatamento e a redução de emissão de gases de efeito estufa é uma missão da pasta. “Temos um histórico de redução bastante considerável, justamente por conta da implementação de políticas de combate ao desmatamento”, relatou o secretário.
O presidente do Inpe, Ricardo Magnus Osório Galvão, destacou, em suas palavras, a importância do País dominar o ciclo completo das atividades espaciais. “O Brasil não pode deixar de ambicionar o domínio completo e soberano da tecnologia espacial, tanto em lançadores como em sistemas satelitais”, disse.

Péricles Cardim foi o primeiro palestrante a falar sobre “O processo evolutivo do uso de radar de abertura sintética no âmbito do SIPAM

Ainda na abertura do evento, em sua mensagem, o presidente substituto do Ibama, Luciano de Meneses Evaristo, lembrou que o sensoriamento da Amazônia, na temporada de chuvas, será um grande diferencial no combate ao desmatamento. “Hoje, com sistemas disponibilizados pelo Inpe, nós estamos fazendo uma verdadeira guerra contra o crime na Amazônia brasileira.”
Ao longo dos dois dias do seminário, foram mais de 30 palestras sobre monitoramento ambiental envolvendo pesquisadores, gestores e cientistas.

Amazônia Sar

O projeto prevê, mensalmente, o monitoramento de 950 mil quilômetros quadrados pelo radar orbital. Ainda estão previstas a construção de estações multissatelitais de observação da Terra, em Brasília e Manaus.
O projeto é financiado pelo Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).
O radar orbital do Projeto Amazônia SAR emite pulsos de rádio cujos ecos são recebidos e gravados para gerar imagens SAR.

Foto: Sgt Manfrim/MD

(MD ASCOM/ FM)

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