Ministério da Defesa — 28 de dezembro de 2017 6:39 pm

Militares e especialistas discutem ameaças cibernéticas

A Defesa Cibernética foi tema em 14 de junho, no Ministério da Defesa (MD), da 2ª Reunião de Trabalho Preparatória para a XIV Conferência de Segurança Internacional do Forte de Copacabana, que ocorrerá em setembro, no Rio de Janeiro. Na abertura do evento, o chefe de Gabinete do Ministro da Defesa, Alessandro Warley Candeas, lembrou dos documentos oficiais da Defesa em relação à guerra cibernética.
Na Política Nacional de Defesa, Alessandro Candeas falou sobre o conceito de guerra híbrida, que é uma mescla de guerras convencional e cibernética, atores estatais e não estatais, em ambientes físico ou virtual. “É uma guerra sofisticada, muito mais complexa e com potencial de colapsos sistêmicos”, enfatizou.

A reunião, promovida pelo Instituto Brasileiro de Estudos em Defesa Pandiá Calógeras (IBED), em parceria, com o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), a Fundação Konrad Adenauer e a Delegação da União Europeia no Brasil, reuniu militares, adidos, representantes de embaixadas, especialistas, executivos de empresas e integrantes dos Ministérios das Relações Exteriores (MRE) e do MD, para discutir o atual grau de ameaças cibernéticas para o Brasil e a cooperação internacional para a prevenção de ataques.

Ao falar sobre o Livro Branco, o chefe de Gabinete disse que a guerra cibernética coloca em risco a integridade de infraestruturas sensíveis. “Isso exige mais capacitação, inteligência, pesquisa científica, modernização doutrinária, preparo e emprego operacional, envolvimento da comunidade científica tecnológica acadêmica e a base industrial de defesa”, ressaltou Candeas.

Coube ao chefe do Estado-Maior Conjunto do Comando de Defesa Cibernética do MD, almirante Nelson Nunes da Rosa, falar sobre o cenário atual no Brasil e as possibilidades de cooperação internacional. De acordo com o almirante Nunes da Rosa é importante que o Brasil invista recursos em defesa cibernética e participe de esforços e iniciativas internacionais capazes de identificar ameaças e soluções para os ataques cibernéticos.

A Conferência de Segurança Internacional do Forte reúne políticos, acadêmicos, militares, diplomatas e intelectuais das Américas e da Europa. No ano passado, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, participou da abertura do evento, que tratou sobre “o direito e o poder”.

3º Simpósio

No dia 12 de junho, adidos militares de diversos países, especialistas e representantes do governo federal participaram do 3º Simpósio sobre Segurança Regional Europa – América do Sul, promovido em parceria com o Ministério da Defesa, a Fundação Konrad Adenauer, a Embaixada da Bélgica, a Representação da União Europeia no Brasil e a Fundação Alexandre de Gusmão.

Foto: Talita Almeida/MD

(MD ASCOM/ FM)

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