Marinha — 22 de novembro de 2017 6:57 pm

Comando do 1º Distrito Naval comemora 152 anos da Batalha Naval do Riachuelo

O Comando do 1º Distrito Naval realizou, no dia 09 de junho, na Escola Naval, a cerimônia em comemoração ao 152º aniversário da Batalha Naval do Riachuelo, Data Magna da Marinha do Brasil (MB), e de entrega da Ordem do Mérito Naval, que foi presidida pelo Comandante de Operações Navais (CON), o Almirante de Esquadra Sergio Roberto Fernandes dos Santos.

Dentre os agraciados estavam o presidente da Academia Brasileira de Ciência, o Doutor em Física Luiz Davidovich e o Membro da Academia Brasileira de Letras, Arnaldo Niskier, pelos relevantes serviços prestados à MB.
Os Aspirantes da Escola Naval participaram da cerimônia e desfilaram em Continência ao CON. As presenças ao largo da Corveta Jaceguai, do Navio-Patrulha Oceânico Apa e do Navio Hidroceanográfico Amorim do Valle, além da exposição dos meios da Força de Fuzileiros da Esquadra e da Força Aeronaval, complementaram o cenário do evento.

Importância histórica da Batalha

A Batalha Naval do Riachuelo é, sem dúvida, o maior e o mais importante conflito da Marinha Imperial brasileira durante a Guerra do Paraguai (1864-1870). A vitória travada mudou o destino da guerra e, em consequência, o destino do Brasil como nação. Ficaram famosas na História Militar Brasileira as mensagens transmitidas às embarcações brasileiras pelo Almirante Barroso, através da sinalização de bandeiras: “O Brasil espera que cada um cumpra o seu dever! (..) Sustentar o fogo, que a vitória é nossa!”
Na época, o controle dos rios era fundamental como meio de acesso ao Paraguai, porém, por serem estreitos e apresentarem bancos de areia e calha de navegação pouco profunda, traziam desvantagem para os grandes navios brasileiros. Em 11 de junho de 1865, o Brasil estava com alguns de seus melhores navios como a Fragata Amazonas, a Corveta Parnaíba e as Canhoneiras Mearim, Araguari e Iguatemi, entre outros, próximos à foz do Riachuelo, quando o Paraguai atacou com poucos navios e algumas chatas, todos bem pequenos em relação aos navios Imperiais, e com vantagem conseguiu tomar navios brasileiros nas primeiras horas. A batalha chegou a uma fase crítica, e então o Almirante Barroso determinou aos navios brasileiros que jogassem a proa contra o casco dos navios inimigos. A Fragata Amazonas vendo que os navios paraguaios não tiveram reação, repetiu a operação conseguindo afundar outros navios e a manobra se mostrou eficaz, e assim a batalha terminou, com a vitória da esquadra comandada pelo Almirante Barroso. Com a “retomada” dos rios, os brasileiros passam a controlar o transporte de tropas, o abastecimento de mantimentos e armamento, como também alcançaram outros pontos do Paraguai por vias fluviais.

Foto: 1ºDN/CCSM

(CCSM/1ºDN/ FM)

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