Ministério da Defesa — 9 de outubro de 2017 5:56 pm

Ministério da Defesa comemora o 72º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial

O Ministro da Defesa, Raul Jungmann, participou no dia 08 de maio, da cerimônia em homenagem ao 72º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial e da entrega da Medalha da Vitória, no Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro.
Na leitura da Ordem do Dia, Jungmann destacou inicialmente a bravura e o espírito de humanidade que os soldados brasileiros tiveram no teatro de operações na Itália, durante o conflito mundial. “Os brasileiros enfrentaram os mais diversos obstáculos no teatro de operações italiano, mas sua participação no conflito consagrou-se pelo profissionalismo e pela competência, reconhecidos pelos países aliados; e pela empatia e conduta louvável junto à população local”, disse o ministro.
Jungmann lembrou que a vitória do passado serviu de inspiração para as gerações futuras. “Nossos capacetes azuis, inspirados pelos exemplos de nossos heróis da Segunda Guerra Mundial, levam consigo a mesma empatia e o mesmo profissionalismo quando são empregados nos quatro cantos do mundo, em um esforço que ajuda a construir a paz onde ela é mais necessária”, ressaltou.
Ao falar sobre os desafios que os militares se submetem quando empregados no terreno, o ministro Jungmann não esqueceu do sacrifício maior. “Muitas vezes, isso implica elevados custos e sacrifícios pessoais, incluindo-se o maior de todos – a doação da própria vida – lema sempre presente, até os dias de hoje, no juramento de incorporação às Forças Armadas brasileiras”.
Ao encerrar o seu pronunciamento, Jungmann salientou as novas ameaças que pairam sob as nações. “Os recentes acontecimentos na conjuntura internacional nos apontam que esses e outros valores encontram-se ameaçados pelo recrudescimento de rivalidades, pelo escalonamento de conflitos, pelo rearmamento, pela fragilidade do regime de não proliferação nuclear e por demonstrações de força que inviabilizam a via do diálogo para a solução de controvérsias”.
Após o discurso do ministro Jungmann, personalidades civis e militares foram condecorados com a Medalha da Vitória, honraria concedida pelo Ministério da Defesa (MD). A homenagem visa agraciar pessoas e instituições que tenham contribuído para a difusão dos feitos da Força Expedicionária Brasileira (FEB) durante a Segunda Guerra Mundial, entre outras ações.
Após a entrega das medalhas, foi realizada a aposição de coroa de flores no túmulo do soldado desconhecido, com salva-fúnebre de 15 tiros, e lançadas pétalas de rosa sobre a lápide, em reverência à memória dos que participaram do maior conflito bélico do século 20. No ato, o ministro estava acompanhado dos Comandantes da Marinha, Almirante Eduardo Leal Ferreira Bacellar; da Força Aérea, Brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato; do chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Almirante Ademir Sobrinho; do secretário-geral do MD, General Joaquim Silva e Luna; e pelos combatentes mais antigos da FEB.


Os toques de “apresentar-arma e silêncio” foram executados como forma de respeito, saudade e reconhecimento àqueles que tombaram no cumprimento do dever, em defesa da liberdade e da democracia. Neste momento, uma aeronave Hércules C-130 e dois caças F5 sobrevoaram o Monumento aos Mortos.
A cerimônia no Aterro do Flamengo contou com a presença de autoridades civis e militares, parlamentares, antigos pracinhas da FEB, inclusive, e ex-combatentes de nações amigas e crianças. Um dos participantes da solenidade, era o tenente do Exército José Cândido da Silva. “Participei do confronto como cabo. Foi uma honra para mim”, disse emocionado o senhor de 94 anos.
Em seguida, o destacamento das três Forças Armadas desfilou em continência ao ministro da Defesa, junto com ex-combatentes e veteranos da Segunda Guerra, embarcados em viaturas históricas e ao som da Canção do Expedicionário, que em seu refrão diz: “Por mais terras que eu percorra, não permita Deus que eu morra sem que volte para lá; sem que leve por divisa esse “V” que simboliza a vitória que virá: nossa vitória final, que é a mira do meu fuzil, a ração do meu bornal, a água do meu cantil, as asas do meu ideal, a glória do meu Brasil”.

Medalha da Vitória

A condecoração, instituída em 2004 pelo Ministério da Defesa (MD), homenageia militares das Forças Armadas (Marinha, Exército e Aeronáutica) e civis nacionais e estrangeiros que contribuíram para difusão das ações e a atuação da FEB (Força Expedicionária Brasileira) na Segunda Guerra Mundial, e em defesa da liberdade e da paz mundial.
Ao todo foram entregues 125 medalhas, divididas entre: 28 ex-combatentes da Força Expedicionária Brasileira, 95 personalidades civis e militares e três instituições militares: Comando da Força de Fuzileiros da Esquadra, Arquivo Histórico do Exército e o Gabinete do Comandante da Aeronáutica.
O Dia da Vitória relembra o 08 de maio de 1945, quando as tropas do nazi-fascismo se renderam ao Alto Comando das Forças Aliadas e da antiga União Soviética. Neste dia, os representantes da Alemanha, na presença do Alto Comando das Forças Aliadas e do Alto Comando das Forças Armadas Soviéticas, assinaram em Berlim a ata final de rendição, que entrou em vigor a partir da meia-noite do mesmo dia.
Ao todo, 25 mil brasileiros e brasileiras lutaram na Itália, enfrentando toda sorte de dificuldades, em um terreno adverso e severas condições climáticas.

Foto: Sgto Manfrim/MD

(MD ASCOM/ FM)

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