Ministério da Defesa — 3 de maio de 2017 8:15 pm

Ministro da Defesa Raul Jungmann participa de cerimônia em comemoração ao Dia da Mulher

Ministerio da Defesa comemora Dia da Mulher

O salão nobre do Ministério da Defesa, no dia 08 de março, estava diferente. A cerimônia em celebração ao Dia Internacional da Mulher, comemorado em todo mundo, foi organizada por elas e para elas, militares e servidoras do ministério.
O Ministro da Defesa, Raul Jungmann, falou a todas as mulheres, destacando a participação significativa delas no evento. Ele comentou sobre a simbologia dúbia do dia, pois, embora seja momento de celebração de conquistas e saudações, é também de reflexão sobre as assimetrias ainda existentes entre os gêneros.
“Nós temos, hoje, 22 mil mulheres dentro das nossas Forças, que representam aproximadamente 7%, diga-se, desde já, que é muito pouco. Nós precisamos de fato de avançar nesse sentido. Como também, é evidente, existem marcos a comemorar, como, nos anos 80, o ingresso das mulheres na Marinha; e que nós, em 2018, teremos mulheres na AMAN”, lembrou o ministro.
Ao final, Jungmann, valorizou o papel das mulheres na sociedade. “A necessidade de reconhecer que não é apenas a mãe, a esposa, mas a trabalhadora, a mulher na sua íntegra e de indivisível dignidade”, afirmou.
Na chegada do Ministro da Defesa, Raul Jungmann, o toque de clarinete para as honras militares, foi realizado pelas sargentos músicas, da Força Aérea Brasileira (FAB), Dayanne Gouveia Costa e sua irmã gêmea Lizianne, que escolheram, em família, seguir a carreira militar. Elas servem, hoje, na Banda de Música da Ala 1, em Brasília, antiga Base Aérea, antes da reestruturação da Força neste ano. Foi a primeira vez que as sargentos tocaram sozinhas para as honras de uma autoridade.
A servidora Maria da Glória Constantino da Silva, da Secretaria de Produtos de Defesa (SEPROD), foi a locutora do evento, anunciando a leitura dos textos alusivos à data, preparados pelas representantes militares da Marinha, Exército e Aeronáutica, e pela servidora civil Elizabeth Faceiro de Medeiros, a mais antiga servidora no ministério.
As representantes das Forças falaram sobre a trajetória das mulheres nas Forças Armadas, valorizaram suas peculiaridades e destacaram a importância do avanço das conquistas femininas na Defesa e em outros setores.
“Não somos diferentes das mulheres brasileiras. Talvez tenhamos uma peculiaridade que nos diferencie, as nossas ausências do lar de forma não regular, em função dos serviços de segurança e dos embarques. As mulheres combatentes também sofrerão das mesmas angustias, incertezas, e, se Deus quiser, felicidades”, disse a capitão-de-mar e guerra, Ana Claudia de Paula. Ela é oceanógrafa física, da primeira turma de oceanógrafas da Marinha do Brasil e trabalha na Secretaria de Pessoal, Ensino, Saúde e Desporto (SEPESD), além de fazer parte da Comissão de Gênero do Ministério da Defesa.
A médica veterinária, tenente-coronel Fernanda de Carvalho Peixoto, do Exército Brasileiro, está no MD desde 2013 e, atualmente, é assessora militar no Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação (DECTI). Fernanda falou sobre a contribuição das mulheres em diversas áreas. “Distribuídas dos grandes Comandos aos Pelotões de Fronteira, indistintamente, camufladas e anônimas, unidas pela Farda, dentro e fora do Brasil, compreendendo aos poucos a lida, formando novos quadros nas escolas militares, engendrando projetos, desenvolvendo soluções inovadoras ou, simplesmente, executando tarefas administrativas ou operacionais em Missões de Paz e Forças Tarefa pelo Brasil afora”, destacou.
“As conquistas e desafios femininos foram muitos, tanto os já vividos quanto os presentes. Estimular novos alcances, impor persistência e exigir comprometimento de todos, homens e mulheres nos preparam para construção de uma verdadeira parceria na quebra de paradigmas, para garantir a igualdade de gêneros”, lembrou a tenente-coronel fisioterapeuta, Marilia Covolo Canabarro, da Força Aérea, coordenadora, no MD, do Comitê de Prevenção e Controle de DST e AIDS das Forças Armadas no Brasil.
Como representante das servidoras civis da Defesa, a senhora Elizabeth Faceiro fez uma retrospectiva do significado da data de 08 de março, lembrando o episódio do incêndio na fábrica têxtil, em Nova York. “A participação da mulher no mercado de trabalho é apenas uma pequena parte no processo de transformação social, que determinou novos padrões no relacionamento humano. As mulheres estão cada vez mais mudando o mundo, com a sua grande capacidade de liderança, organização e o inexplicável poder de conciliar trabalho, emoção e lar”, ressaltou a servidora.
O Ministério da Defesa, em 07 de março, no auditório da Administração Central, realizou um workshop de imagem pessoal em homenagem as suas servidoras civis e militares.

Foto:  Tereza Sobreira/MD

(MD ASCOM/ FM)

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