Marinha, Ministério da Defesa — 18 de abril de 2017 7:20 pm

Mais uma conquista das mulheres nas Forças Armadas

Mais uma conquista das mulheres

A uma semana da cerimônia de passagem pelos portões da Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx), 40 jovens se preparam para marcar mais uma conquista na história da inserção das mulheres na linha de ensino militar bélica das Forças Armadas, agora no Exército Brasileiro. Em 2018, elas estarão na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), fazendo parte dos cursos de Material Bélico e de Intendência.
Essas jovens participaram do concurso da EsPCEx e disputaram as vagas pela primeira vez destinadas às mulheres, numa concorrência de 193 para uma das 40 vagas. Desde 24 de janeiro começaram a chegar na Escola, para cumprir as últimas etapas do processo seletivo como: entrega de documentos, inspeção de saúde e exame de aptidão física. Estão no período de adaptação a uma nova etapa de suas vidas, a carreira militar.
Esses passos já foram dados por mulheres na Marinha e na Força Aérea. A Força Naval admitiu, em 2014, a primeira turma de aspirantes mulheres da Escola Naval (EN), em 12 vagas para o Corpo de Intendentes da Marinha. As jovens, ao final de quatro anos de curso, serão declaradas guardas-marinha e embarcarão no Navio-Escola Brasil, onde permanecerão, por 6 meses, em viagem de instrução.
A Academia da Força Aérea (AFA) formou suas primeiras aviadoras em 2006. Elas estão em todas as aviações: caça, transporte, helicóptero, reconhecimento, busca e salvamento, patrulha. A capitão aviadora Carla Borges faz parte desse pioneirismo. Em dezembro de 2016, a militar passou a ser a primeira mulher a comandar o avião presidencial brasileiro, após 150 horas de voo de treinamento nessa aeronave e outras 60 horas em missões de simulador.
As alunas da EsPCEx serão as futuras cadetes da AMAN e seguirão a mesma rotina da dos homens, passando por aulas e instruções militares, treinamento físico e avaliações física e intelectual. Após concluir o curso na Academia, com duração de 4 anos, serão declaradas aspirantes a oficial do Exército Brasileiro. A partir daí, seguirão para uma das organizações militares localizadas no País e realizarão as atividades operacionais da Força Terrestre referentes à sua formação.

Foto: Divulgação Marinha do Brasil

(MD ASCOM/ FM)

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