Ministério da Defesa — 19 de outubro de 2015 6:17 pm

No Haiti Ministro Jaques Wagner elogia atuação brasileira

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Ao visitar no dia 21 de julho, pela primeira vez, as tropas brasileiras no Haiti, o Ministro da Defesa, Jaques Wagner, destacou que os 11 anos de participação brasileira na Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) contribuíram para “ajudar a reconstrução nacional do país, que vai além da estabilização política e militar”. Para ele, a participação das tropas brasileiras na Missão não se restringiu apenas ao aspecto militar e da segurança pública, mas “deu maturidade para avaliar os riscos do presente e do futuro, para cada vez mais valorizar a democracia e a convivência pacífica entre os povos”.
O Brasil tem o comando dos 15 países que estão no Haiti na Missão. As forças de paz contam com 850 militares brasileiros das três Forças Armadas e é o maior contingente empregado em atividades desta natureza. Ao todo, contando o Batalhão de Engenharia, hospital e apoio são 2.370 homens, incluindo os 850 da tropa.
O tema dos encontros da visita do ministro foi a retirada gradual das tropas – que já vem ocorrendo desde 2012, acompanhando a evolução da situação interna do país e de acordo com resolução da Organização das Nações Unidas (ONU). Jaques Wagner percorreu as áreas de operações da Missão e os projetos setoriais de impacto social, junto dos Comandantes da Marinha, Almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira; do Exército, General Eduardo Dias Villas Bôas; da Aeronáutica, Brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato e do Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), General José Carlos De Nardi.
“Desenvolvemos um amplo programa de cooperação bilateral e triangular para ajudar a criar condições efetivas de recuperação social, econômica e da infraestrutura do país”, afirmou o Ministro diante das tropas.
Entre os projetos realizados, Wagner apontou os de reconstrução de estradas, desenvolvimento agrícola, distribuição de merenda escolar, combate à violência contra mulheres, treinamento de bombeiros e policiais, programa de imunização, educação de crianças e jovens.
O Ministro assistiu a apresentação do Comandante da Força Militar da Missão (Force Commander), General José Luiz Jaborandy. O General informou que já existe um consenso básico que sugere a renovação do mandato da Minustah por mais um ano, até a eleição do novo presidente do Haiti. Em seguida, Wagner se reuniu com o Ministro da Defesa do Haiti, Lerner Renauld, e almoçou com as tropas no refeitório do Brabat.
Depois, fez homenagens aos Peacekeepers, os Capacetes Azuis, como são chamados os que servem no Haiti, e aqueles que morreram no cumprimento da missão. “Vocês são motivo de orgulho para as Forças Armadas, para o Ministério da Defesa e para o Brasil”, elogiou o Ministro. Hoje, o país participa de dez das 17 missões de paz da ONU.
Jaques Wagner depositou coroa de flores em memória dos militares mortos em serviço e também das vítimas do terremoto de 2010. Em 12 de janeiro daquele ano, o terremoto deixou 250 mil feridos, 1,5 mil desabrigados, 200 mil mortos (sendo 21 brasileiros, entre eles 18 militares da Minustah). Ao final, ele teve um encontro com a representante da ONU no Haiti e chefe da Minustah, Sandra Honnoré.

Foto: Tereza Sobreira/MD

(MD ASCOM/ FM)

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