Guerra eletrônica é debatida na LAAD  em conferência com militares brasileiros

Guerra eletrônica é debatida na LAAD em conferência com militares brasileiros

LAAD 2015

Como parte das atividades da 10ª LAAD Defence & Security, militares e civis assistiram à conferência sobre guerra eletrônica. O evento, que aconteceu durante todo o dia 16 de abril, no Riocentro, no Rio de Janeiro, teve o objetivo de mostrar as capacidades das nações latino-americanas acerca da temática, além de suas tecnologias para o setor.
Uma das apresentações ficou por conta do diretor do Centro de Guerra Eletrônica da Marinha, Capitão-de-Mar-e-Guerra Leonardo da Silva Mello. Ele citou, por exemplo, projetos em andamento na Força, como o programa da Brigada Anfíbia. Concebido em 12 fases, visa renovar o sistema de guerra eletrônica dos Fuzileiros Navais.
Destacou, também, que está em fase de instalação, sistema de guerra eletrônica na Corveta Tamandaré. “A Marinha tem a clara percepção do quanto este tema é importante, em qualquer lugar de trabalho. Seja em terra, ar ou água”, salientou.
A Força Aérea Brasileira (FAB) expôs detalhes do Projeto FX-2, que prevê a aquisição de 36 aeronaves para modernizar e reequipar a frota da instituição. Quem explicou todo o processo foi o presidente da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), Brigadeiro José Augusto Crepaldi Affonso.
De acordo com o brigadeiro, apesar de ter sido uma negociação longa, que se estendeu por anos, os novos caças da FAB vão possibilitar vida útil de 50 anos com as mesmas aeronaves. O oficial elencou as principais vantagens do Gripen NG – adquirido em parceria com a empresa sueca SAAB. Entre os tópicos estão: reduzida quantidade de equipamento de apoio, motor com menor custo operacional, autonomia nacional para integrar novos sistemas e até 80% de fabricação da estrutura do caça no Brasil.
Ademais desses pontos fortes está embutida no contrato a transferência de tecnologia. Com o item, algumas empresas serão beneficiadas, como a Embraer, Atech, Mectron e Akaer.
Outro representante da Aeronáutica que teve vez na conferência foi o chefe da Subseção de Guerra Eletrônica do Comando-Geral de Operações Aéreas (Comgar), Tenente-Coronel Luciano Barbosa Magalhães. Sua palestra focou na evolução da guerra eletrônica dentro da FAB.
“Até praticamente o final da década de 90, não tínhamos equipamento para isso”, falou. E completou: “a guerra eletrônica surgiu para a gente, em um estágio de uma semana em Salvador (BA), em 1986. Foi feito por profissionais autodidatas”.
Sobre o Sistema de Guerra Eletrônica da Aeronáutica (SIGEA), Magalhães disse que o órgão, ligado ao Comgar, atua no fomento a pesquisas, acompanhamento de aquisições, vida operacional, recursos humanos, doutrina, e cooperação e análise.
O chefe ressaltou, ainda, veículos aéreos que possuem tecnologia de guerra eletrônica, tais como os helicópteros AH-2 e H-36, os caças A-1 e F-5M, a aeronave de patrulha marítima P-3AM, os learjet R-35 e o Gripen NG. Este último, denominado pelo Tenente-Coronel como “realmente um avião de guerra eletrônica”.
Apresentaram palestras, também, representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde), SAAB, Virtualabs, Intituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), e mais.

Foto:  Jorge Cardoso

(MD ASCOM/ FM)

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