ADESG, ESG, Redação Folha Militar — 4 de dezembro de 2014 7:16 pm

Instituto Cylleno uma escola de civismo

Taciel cilenoFundado pelo Major e Professor Taciel Cylleno, foto ao lado, e sua esposa Elisa de Araújo Cylleno, em Maio de 1936, o Instituto Cylleno recebeu, então, o nome do Instituto Brasileiro de São Cristovão. Durante varias décadas, formou e modelou uma grande e representativa legião de jovens ajustados aos desafios do mundo moderno, disciplinados, patriotas, conscientes de seus direitos e seus deveres.

O Professor Taciel Cylleno, sua família e os demais mestres traduziam lições de liderança e brasilidade, conceitos transmitidos através do diálogo, método este expresso no seu lema, Educação-Diálogo Permanente.
No bairro de São Cristovão, assuntos no âmbito de Educação, Cultura e Cidadania giravam em torno na Instituição.
Aulas permanentes de Moral e Civismo, muito antes mesmo de tal disciplina ser implantada nos currículos, marcavam o aprendizado.
Todas as datas nacionais eram comemoradas. Os Hinos Nacional, da República, da Independência e da Bandeira eram cantados pelos alunos.
Mestre Euclides da Silva Novo, à frente do Canto Orfeônico, ensinava aos jovens estudantes canções brasileiras, especialmente do folclore. Como proveitosa herança de vida militar do fundador, os alunos conheciam princípios de hierarquia e disciplina.
A participação de alunos e ex-alunos nas cordiais comemorações do “Dia do Mestre” era sadia e exemplar. A Biblioteca Antonio João mantinha-se aberta, em funcionamento permanente. O Grêmio Cultural Santo Agostinho estimulava os estudantes para atividades artísticas. Havia música e dança, e incentivo à participação dos jovens no Concerto de Música da Juventude, organizado pelo Poder Público.
O fundador, Professor Taciel Cylleno, não se sentia dono dos talentos que descobria e, sem egoísmo, sempre aconselhava a procurar novos horizontes em suas careiras, mostrando-lhes que o IC era um estágio de aprendizado.
Seus conselhos foram primordiais em minha vida e de tantos outros jovens.
Tínhamos noções, como adolescentes, da importância do Serviço Militar (Pré-Militar), ministrado no próprio Instituto Cylleno pelo 2° Tenente R/2 Pedro Eziel Cylleno, que nos indicava os princípios básicos das rotinas dos quartéis, como Ordem Unida, hierarquia, e procedimentos rotineiros.
Mesmo ocupando uma função importante no Ministério da Educação, o Professor Eziel, nos acompanhava nas rotinas escolares.
No IC, muitos estudantes pobres se preparavam para os desafios do mundo.
O grande mestre de língua portuguesa, Nelson França da Silva, professor do IC e do Colégio São Bento, afirmava: “Taciel Cylleno nos relembra a figura evangélica do Semeador, que lançou a semente em terra boa. Ele semeou em terra fértil”.
Foi meu preceptor, meu paradigma e conselheiro. Seu nome está em uma rua, na Barra da Tijuca, e também em um Colégio Estadual, como merecidas homenagem a quem dedicou toda a vida à Educação, aos jovens e e ao Brasil. O Professor Cylleno tenha uma visão antecipada do mundo em que iríamos viver.
Infelizmente, a crise econômica que atingiu um grande número de estabelecimentos de ensino fechou o Instituto Cylleno, apesar dos grandes, obstinados e heróicos esforços de sua última diretora, professora Maria Celina Cylleno Bragança.
Em nome das centenas, milhares mesmo que, como eu, tiveram a rara oportunidade de estudar e/ou lecionar no Instituto Cylleno. Rendo aqui as minhas homenagens ao seu fundador e sucessor. Fui abençoado por ter vivido com tão especiais educadores e ser recebido quase como filho adotivo do Professor Taciel Cylleno.

(O professor  Edson Schettine de  Aguiar é capitão R/2 de Infantaria e cursou a Escola Superior de Guerra em 1986. Atualmente  dirige os Departamentos de Comunicação Social da ADESG e Relações Públicas da Folha Militar)

 

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