Ministério da Defesa — 3 de outubro de 2014 8:57 pm

“A MINUSTAH e o Brasil – Dez anos pela paz no Haiti”

turma minustahPor ocasião do Dia Internacional dos Mantenedores da Paz e para comemorar os 10 anos da Missão das Nações Unidas para a estabilização no Haiti (MINUSTAH), a Marinha do Brasil, por meio do Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais (CGCFN), em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), realizou no dia 30 de maio, na Escola de Guerra Naval, no Rio de Janeiro, o Seminário “A MINUSTAH e o Brasil – Dez anos pela paz no Haiti”, no qual especialistas militares das Nações Unidas e do meio acadêmico, ao longo do dia, tiveram a oportunidade de avaliar e apresentar dados sobre os grandes desafios enfrentados conjuntamente pela MINUSTAH e pelo Brasil desde 2004 e as perspectivas das Operações de Paz brasileiras no futuro, após a experiência no Haiti.

O Seminário teve sua abertura realizada pelo Comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto, acompanhado pelo Almirante-de-Esquadra (FN) Fernando Antonio de Siqueira Ribeiro, Comandante-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais, Pelo Sr. Giancarlo Summa, Diretor do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil, e pelo Prof. Kai Kenkel, Coordenador de Pós-Graduação do Instituto de Relações Internacionais da PUC-Rio. Em seguida, antecedendo os debates, palestras do Embaixador Paulo Cordeiro de Andrade Pinto, Ex-Embaixador do Brasil no Haiti, atual Subsecretário-Geral Político do Ministério das Relações Exteriores, e do Sr. Edmond Mulet, Secretário-Geral Adjunto da ONU para Operações de Paz.

Na parte da manhã, o debate “A MINUSTAH e o Brasil: os grandes desafios”, moderado pelo Almirante-de-Esquadra (RM1-FN) Alvaro Augusto Dias Monteiro, Presidente do Conselho do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Escola de Guerra Naval, teve como palestrantes o General-de-Exército R/1 Augusto Heleno Ribeiro Pereira, 1º “Force Commander” da MINUSTAH; o Contra-Almirante (FN) Paulo Martino Zuccaro, Comandante da Divisão Anfíbia do Corpo de Fuzileiros Navais e Oficial de Logística do 1º Contingente Brasileiro no Haiti; e o Sr. Rubem César Fernandes, Diretor Executivo da ONG VIVA RIO.

O segundo debate, “O Brasil e as Operações de Paz após a MINUSTAH: visão crítica e perspectivas”, realizado à tarde, teve como moderador o Prof. Kai Kendel – PUC-Rio, Coordenador de Pós-Graduação do Instituto de Relações Internacionais da PUC-Rio, e, como como palestrantes, o General-de-Divisão Carlos Alberto Santos Cruz, Ex-“Force Commander” da MINUSTAH e atual “Force Commander” da MONUSCO (Congo); o Vice-Almirante Wagner Lopes de Moraes Zamith, Ex-Comandante da Força-Tarefa Marítima da UNIFIL; Profª. Rut Diamint, Universidad Torcuato di Tella – Argentina; e Prof. Antonio Jorge Ramalho, Diretor do Instituto Pandiá Calógeras-MD.

Para Edmond Mulet, Secretário-Geral Adjunto da ONU para Operações de Paz, o militar brasileiro tem feito a diferença nesses dez anos de paz pelo Haiti: “Eu posso dizer, com toda certeza, que as tropas brasileiras atuam com profissionalismo, qualidade, e com um nível de comprometimento excepcional e admirável. Tendo servido duas vezes como chefe da missão no Haiti, fui testemunha deste trabalho, e posso dizer que a atuação de vocês faz uma grande diferença. E sabendo que eventualmente a MINUSTAH vai começar a ser reduzida e um dia será encerrada, a OMU está tentando motivar o Brasil a olhar além do Haiti, e analisar outras possibilidades em outras partes do mundo. Em nome do Departamento de Operações de Missões de Paz, posso dizer que as Nações Unidas precisam do Brasil. Eu espero que os líderes políticos e militares do Brasil levem em consideração esta atuação além do Haiti, para que contribuam levando a paz e a estabilidade a outros lugares”.

(MD ASCOM/ FM)

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