Amorim ressalta importância do Brasil fazer investimentos em defesa com transferência de tecnologia

Amorim ressalta importância de o Brasil fazer investimentos em defesa com transferência de tecnologiaEm exposição feita no Senado, o Ministro da Defesa, Celso Amorim, ressaltou a importância de o Brasil realizar mais investimentos em defesa, especialmente por meio projetos que garantam real transferência de tecnologia. “Precisamos ter uma defesa condizente com a nossa crescente importância no mundo, e que seja adequada para proteger nossas riquezas, no Pré-Sal, Amazônia e no litoral, a maior costa atlântica do mundo”, afirmou.Durante a exposição, realizada na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, Amorim disse que, graças à sensibilidade manifestada pela Presidenta da República, Dilma Rousseff, e pelos Ministros da área econômica do Governo, tem ocorrido a reposição de parcela dos recursos que haviam sofrido corte no orçamento de 2011. Esses recursos, segundo o Ministro, permitirão a aquisição de equipamentos e fardamentos para os novos recrutas.Ao citar a ausência de um satélite brasileiro de telecomunicações, o que coloca o Brasil em condições de desigualdade perante outros países, Amorim alertou para o risco de descontinuidade no desenvolvimento de projetos, o que gera um ônus maior no futuro. “O barato sai caro”, afirmou.Para ilustrar o nível de investimentos brasileiros em projetos de defesa, o Ministro Celso Amorim afirmou que o orçamento para o setor, em 2012, não deverá ultrapassar 1,39% do Produto Interno Bruto (PIB), colocando o Brasil em situação inferior a dos demais países que compõem os BRICS (menos África do Sul), que investem, em média, 2,65% do PIB. Na Rússia, esses investimentos chegam a 4,3% do PIB, enquanto a Índia tem um dispêndio de 2,8%, e a China, 2,2%.Celso Amorim afirmou compreender o contingenciamento de R$ 4,3 bilhões  de imposto ao orçamento da Defesa para 2011, tendo em vista a repercussão da crise internacional no Brasil. No entanto, chamou a atenção para a importância de que a sociedade brasileira reflita sobre a necessidade de que não haja paralisação em programas estratégicos – entre eles, o dos submarinos convencionais e a propulsão nuclear, o dos novos navios patrulha, a implantação de satélites, o desenvolvimento de aviões cargueiros KC 390, a aquisição do sistema de lançamento de foguetes Astros, a produção dos blindados Guarani e os investimentos em defesa cibernética.Segundo o Ministro da Defesa, de um total de R$ 60 bilhões previstos no orçamento deste ano, cerca de 75% é destinado a gastos com pessoal. Sobram, para investimentos e custeio, R$ 15 bilhões. O total de homens e mulheres que compõem a folha de pagamento das Forças Armadas brasileiras chega a 350 mil.O Ministro da Defesa ressaltou, ainda, que o desenvolvimento de novos equipamentos de defesa permite uma integração com a base industrial brasileira, uma vez que muitos desses produtos, inicialmente para uso militar, têm aplicação também em projetos civis. Deu, como exemplo, a adaptação de equipamentos de imagens de satélites à área de medicina. E citou o cargueiro KC 390, projeto desenvolvido pela Embraer que poderá, no futuro, servir como base para produtos civis. Segundo Amorim, a própria Embraer dispõe de antecedentes nesse sentido: os atuais aviões comerciais da empresa, que fazem sucesso em todo o mundo, surgiram a partir do projeto militar AMX, realizado em cooperação com a Itália. (ASCOM/ FM)

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