Amorim diz a empresários que MP de produtos de defesa mostra importância que governo atribui ao setor

Amorim diz a empresários que MP de produtos de defesa mostra importância que governo atribui ao setor

Amorim diz a empresários que MP de produtos de defesa mostra importância que governo atribui ao setor A declaração foi feita a um grupo de empresários e militares durante jantar em homenagem às Forças Armadas brasileiras oferecido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O evento ocorreu no dia 30 de setembro, na sede da entidade, em São Paulo – um dia após o anúncio, pelo Governo Federal, do envio ao Congresso da MP que fixou medidas de fomento à indústria nacional de defesa, entre as quais a criação de um regime especial de tributação para o segmento.Segundo Amorim, o estabelecimento de um novo marco regulatório com medidas de estímulo à indústria de defesa servirá para aplacar as críticas de que o Brasil produz apenas commodities e bens de baixo valor agregado. “Temos aqui uma oportunidade de trabalhar juntos para ter uma indústria de alto valor agregado, que gera muitas outras oportunidades”, ressaltou.O Ministro destacou o papel-chave que o segmento de produção de bens de emprego militar tem para o desenvolvimento tecnológico e científico das nações. Tomando como exemplo os Estados Unidos, ele lembrou que, embora naquele país grande parte das iniciativas de pesquisa e desenvolvimento esteja nas mãos de empresas privadas, metade do que é feito ali decorre de encomendas, diretas e indiretas, do Pentágono. “Não quero dizer que tenha que ser assim no Brasil. Mas temos que ter clareza disso. É dessa forma que se faz desenvolvimento tecnológico: com a participação de empresas”, afirmou.Amorim reforçou seu ponto de vista sobre a necessidade de envolvimento do setor privado na produção de bens e serviços de defesa, relembrando um trecho do discurso da Presidenta Dilma Roussef no lançamento da MP em que ela afirma que a absorção de tecnologia se dá por meio das empresas nacionais. “Governo não absorve tecnologia. As universidades fazem pesquisa, mas tecnologia quem absorve é empresa”, disse o Ministro, acrescentando que essa capacidade deve ser incentivada e preservada.Na avaliação do Ministro da Defesa, o país precisa cuidar para que empresas desenvolvidas com apoio do Estado não se desnacionalizem por falta de uma política efetiva para o setor. Ele mencionou o êxito de alguns projetos de defesa no Brasil, e afirmou esperar que iniciativas semelhantes se espalhem para indústrias da área civil, garantindo soberania, autonomia, empregos e competitividade internacional para o país.Durante o seu discurso, Amorim endossou as palavras antes proferidas pelo Presidente da Fiesp, Paulo Skaf, sobre e dedicação e a coragem com que as Forças Armadas Brasileiras enfrentam seus desafios no país e fora dele, sobretudo nas missões de paz de que participam.Amorim afirmou ter ficado impressionado com a capacidade dos militares brasileiros de executar ações humanitárias. Ele também recordou um episódio envolvendo o Exército no Haiti em que tropas brasileiras renderam, sem ferir ninguém, ex-militares ligados a ações ilícitas que haviam invadido a casa do ex-Presidente Jean Bertrand Aristide. “Esse fato demonstra que a consciência de ter a força é uma das coisas que permite agir pacificamente”, afirmou.Participaram do jantar oferecido pela Fiesp os comandantes das Forças Armadas Almirante Moura Neto (Marinha), General Enzo Peri (Exército) e Brigadeiro Juniti Saito (Aeronáutica), o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), General José Carlos De Nardi, além de outros Oficiais Generais, empresários e demais convidados da Federação. (ASCOM/ FM)

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