Governo estuda apoio a empresa estratégica no setor de defesa, afirma Jobim

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Vice-Presidente da República Michel Temer com o Ministro da Defesa Nelson Jobim e o Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas General José Carlos de Nardi

O apoio da sociedade é essencial para que as Forças Armadas possam cumprir seu papel constitucional na defesa da soberania nacional. Essa foi, em síntese, a mensagem defendida por conferencistas que participaram da 4ª edição do Seminário do Livro Branco de Defesa Nacional (LBDN), realizada no dia 30 de junho, em Recife (PE).

Ao longo do evento, que reuniu mais de 500 participantes, os palestrantes chegaram ao consenso de que o Livro Branco representa uma oportunidade única para mobilizar a opinião pública sobre os assuntos relacionados à defesa nacional. A publicação dará publicidade a dados orçamentários, institucionais e materiais sobre as Forças Armadas brasileiras, conferindo transparência às políticas de defesa do país.

Para o General José

Benedito de Barros Moreira, militar da reserva, a confecção do Livro Branco é uma chance para mostrar ao conjunto dos brasileiros “as vantagens de termos Forças Armadas combativas, fato que se reverterá em benefício de toda a sociedade”. Ao discorrer, em palestra, sobre a capacidade militar do Brasil, ele ressaltou que o país pauta sua atuação apostando na vitória da diplomacia, mas que isso exige “capacidade de dissuasão” para efeitos de prevenção de conflitos.

Entre os instrumentos que podem fortalecer a capacidade dissuasória brasileira, para enfrentar desafios a sua soberania, Barros Moreira mencionou o investimento em pesquisas para o desenvolvimento de defesa anti-mísseis, aviões de combate a grande altitude, submarinos com propulsão nuclear, tecnologia de satélite e GPS nacional.

Ex-presidente da Frente Parlamentar de Defesa Nacional, o ex-deputado federal Raul Jungmann disse, em sua exposição, que o nível de compreensão sobre o tema “defesa nacional” ainda está aquém do necessário no Brasil. Incentivador da criação do LBDN, Jungmann enxerga no Livro Branco “um vetor para que tenhamos uma cultura democrática de defesa” – algo fundamental, no seu entender, “para um país que quer assumir papel mais amplo no concerto das nações”.

Ao tratar também do papel e da influência brasileira no novo contexto internacional, em especial no subcontinente Sul-Americano, o professor Héctor Luis Saint-Pierre, da Universidade Estadual Paulista (Un

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Autoridades são informadas sobre o sistema Astros II

esp), destacou a importância de o Brasil não se projetar como “nação imperial”. Para o acadêmico, o advento do Livro Branco contribuirá para fomentar mais confiança dos países vizinhos em relação ao Brasil, ao explicitar a vocação brasileira de ser um poder brando (soft power).

Citando a criação do Conselho de Defesa Sul-Americano como um exemplo positivo de iniciativa brasileira, Saint-Pierre afirmou que o Brasil deve ter uma atitude de cooperação em relação aos países do subcontinente, e não apenas de integração. “Cooperação é melhor do que integração, porque compromete mais o Brasil com os problemas Sul-Americanos”, disse.

(ASCOM/ José Romildo/ FM)

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