Entrevista com Almirante Albuquerque Lima, Delegado Regional da ADESG RJ

Folha Militar: Quando o senhor entrou para ADESG?
Alt. Albuquerque Lima: Através de um convite do Vice-Presidente da ADESG, Almirante Edésio. Assim acabei sendo delegado da ADESG-RJ.

FM: Qual é a maior dificuldade na realização de um CEPE?
Alt. AL: A nossa maior dificuldade é vender o curso. As nossas ferramentas de venda são a qualidade do curso e o boca à boca. Estamos fazendo um convênio com uma universidade privada, no intuito de que o aluno ao término do curso ingresse numa pós graduação.

 

FM: Existe algum outro fator que possa atrapalhar o perfeito andamento do CEPE?
Alt. AL: Há sim. A inadimplência de associados. Nós temos em nosso quadro social 4.232 associados, sendo que apenas 800 estão em dia com suas contribuições.

FM: Quais são os pré-requisitos para ingressar  no CEPE?
Alt. AL: Ter nível superior, mas é claro que existem as exceções como por exemplo, universitários que estiverem concluindo as suas graduações.

FM: Qual a duração do CEPE?
Alt. AL: 5 meses.

FM: Como é selecionado o futuro participante do CEPE?
Alt. AL: Nós fazemos uma entrevista, e nela são feitas perguntas básicas.

FM: O que é ensinado no CEPE ?
Alt. AL: A ADESG visa aprofundar o conhecimento sobre o Brasil. O CEPE se divide em duas fases, a doutrinária e a conjuntural. Hoje estamos na fase doutrinária do curso, onde os professores da Escola Superior de Guerra ensinam a parte teórica e os métodos de planejamento. Na fase conjuntural são convidados palestrantes que falam sobre temas pré escolhidos pela direção do curso. Em ambas as fases existem os trabalhos de grupo, onde os participantes manifestam suas opiniões em conjunto e expõem suas sugestões.

FM: Qual o perfil do participante? O que ele realmente quer?
Alt. AL: Existe um grupo apenas interessado em enriquecer o seu currículo. Mas alguns querem mais do que isso.

FM: O que por exemplo?
Alt. AL: Uma indicação da ADESG para o Curso de Altos Estudos de Política e Estratégia da ESG.

FM: O que é preciso para essa indicação?
Alt. AL: Não existe um critério pré-estabelecido, já que não há avaliação. Todos os participantes do CEPE são observados por seu interesse e desempenho. Dentro desses princípios poderemos indicar alguém que se destaque dos demais.

FM: Qual seria o número ideal de participantes de cada CEPE?
Alt. AL: Acho que a quantidade ideal seria no máximo de 40 participantes, divididos em 4 grupos de 10.

FM: A maioria dos participantes do CEPE são civis ou militares?
Alt. AL: Ano passado tínhamos um militar da reserva, um major da ativa e um capitão-de-mar-e-guerra da reserva. Este ano temos apenas 2 militares da reserva. O nosso grupo é de 35 participantes, então a sua maioria é de civis.

Albuquerque Lima foi promovido a Guarda-Marinha em 1973. Após um curso de aperfeiçoamento em São Pedro D’aldeia, no Rio de Janeiro. Em 1976, tornou-se piloto da Marinha, permanecendo até 1989, quando saiu para fazer um curso na Escola de Guerra Naval. Posteriormente foi para a Diretoria da Aeronáutica como técnico de aviação naval ficando até 1994 quando retornou para São Pedro D’aldeia no cargo de Imediato do Centro de Instruções e depois Comandante do Esquadrão de Helicópteros.

Promovido a Capitão-de-Mar-e-Guerra, saiu da Aviação Naval e foi para a Diretoria de Pessoal da Marinha permanecendo por um ano. Quando em 1997 a Marinha comprou helicópteros na Inglaterra, Albuquerque Lima integrou o grupo que recebeu as aeronaves. A seguir retornou para a Diretoria da Aeronáutica tornando-se Vice-Diretor, e posteriormente chefe de gabinete do SELOM (MD), Almirante-de-Esquadra Luiz Fernando Portella Peixoto. Em 1999, ele foi para Brasília, logo depois, seguiu para Portugal com o propósito de cursar Política e Estratégia no Instituto Naval Superior de Guerra.

Retornando ao Brasil ainda como Capitão-de-Mar-e-Guerra foi chefe do Departamento de Ensino da Escola de Guerra Naval e posteriormente seu Vice-Diretor. Da EGN foi para a ESG já comissionado como Contra-Almirante em virtude de ter sido promovido em março de 2004. Na ESG, participou do Curso de Altos Estudos de Política e Estratégia e ocupou a função de Sub-Comandante até a reorganização do Comando da Instituição, permanecendo depois como Assistente de Marinha. Em 2006 voltou para São Pedro D’aldeia para comandar a Força Aero-Naval. A seguir assumiu a Diretoria de Aeronáutica da Marinha e em 2008 foi para a reserva.

(Pedro Rezende)

36º e 37° turmas do Curso de Estudos de Política e Estratégia da ADESG-RJ
Encontro dos participantes da 36º e 37° turmas do Curso de Estudos de Política e Estratégia da ADESG-RJ

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